Chegamos ao mês de dezembro. Último mês do nosso Calendário Civil. Já começam a brotar nas as diversas "promessas" para o próximo ano que está para vir. Promessas de renovação no coração, de renovação na vida, no trabalho, nos relacionamentos... Entretanto, para nós que acreditamos e seguimos o Cristo, essa renovação das coisas deve ser diária, deve acontecer a cada dia, a cada hora.
Dentro do Calendário Litúrgico, nós já iniciamos um novo ano. O tempo do Advento, que nos prepara para o nascimento de Jesus Menino também nos prepara para sermos esses homens e mulheres renovados. Joguemos as coisas velhas fora de nossas vidas e coloquemos de coração nossos propósitos para esse tempo novo da Igreja.
É o Ano da Paz que se abre à nossa frente. Ano que pede que procuremos construir a paz, fruto da Vontade de Deus, em nossas vidas. Temos sede por justiça e paz! E, por isso, a construção da paz possa parecer para nós algo impossível, mas não deixamos nunca de acreditar nas suas possibilidades. Para que a verdadeira paz aconteça, ela deve começar dentro de casa, nas nossas relações com nossos pais, filhos, maridos, esposas, parentes próximos. Se há, entre nós, alguém com quem não conseguimos construir essa paz, será em vão nossas promessas para o próximo ano.
Depois, essa paz construída em família deve ser também levada à Comunidade. A comunidade é o conjunto de famílias: da sua família, da família dela, da família dele, da família deles... da nossa família! A Comunidade é um família maior: família dos filhos de Deus... É nossa obrigação, então, expressar a mesma paz dentro da Comunidade.
Por fim, nossa Comunidade também está inserida dentro de uma sociedade. Seria tão bonito e tão maravilhoso sentir que o restante da nossa cidade pudesse pensar e dizer: "Como a Comunidade da Perpétuo Socorro é harmonioso! Vejam com que paz eles vivem!". Entretanto, isso não é impossível, tendo em vista que somos uma comunidade forte e viva! Viva dos dons de Deus e do serviço que fazemos ao irmão.
Seja esse tempo um tempo presente. Seja um modo de darmos a Deus aquela alegria que ele sempre nos proporciona. Tal alegria só será possível se concretizada com o amor que recebemos dele e que temos a missão de levar àqueles que mais precisam. Por vezes, os mais necessitados são justamente aqueles a quem acabamos negando nossa paz.
Como construtores das realidades do Reino de Deus em nosso meio (Paz, Solidariedade, Justiça, Amor...), somos responsáveis uns pelos outros e devemos nos ajudar mutuamente. Sair de nosso orgulho, que em nada ajuda e em nada contribui para nós mesmos, e começar a concretizar essas realidades. Peçamos ao Menino Deus que nos ajude nessa empreitada! Tenhamos o entusiasmo de fazê-lo!

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