“Que todos sejam um.” (Jo 17,21)

sábado, 4 de outubro de 2014

27º Domingo do Tempo Comum

Somos escolhidos para gerar frutos

Mais uma vez a liturgia traz em suas leituras a realidade dos vinhateiros que trabalham na vinha do Senhor. Como já sabemos, os vinhateiros somos nós e, no 25° Domingo éramos ou os da primeira hora, ou os da segunda, da terceira, ou da última, enfim; no domingo passado, éramos ou o filho que faz a vontade do Pai ou o filho que não faz a vontade do Pai. Neste 27º Domingo, os vinhateiros são o povo judeu a quem o Pai, dono da vinha, envia seus emissários, os profetas. Entretanto, a soberba e o orgulho fazem com que os vinhateiros não escutem os profetas e os maltratem.

O dono da vinha nos manda, então, o seu próprio Filho, personificado em Jesus. Jesus é enviado pelo Pai para a vinha afim de que as palavras trazidas pelos profetas sejam então entendidas em seu pleno curso. Entretanto, qual a atitude dos vinhateiros? A ganância e a cobiça fazem com que os vinhateiros planejem a morte do Filho do dono da vinha. E assim também acontece a Jesus.

Muitas vezes, nossas cobiças, nossas ganâncias, nossas ações mesquinhas acabam matando o Cristo vivo na comunidade, a vinha do Senhor. Agimos com egoísmo, com soberba e isso faz com que os projetos e planos do Senhor não se realizem na sua vinha. A comunidade se torna amargurada, triste, sem vida, desanimadora... Para sermos verdadeiros vinhateiros da vinha do Senhor é preciso que trabalhemos com honestidade, com amor, com afinco nesta vinha.

Contudo, Deus é sempre generoso e fiel para conosco, através de seu amor e de sua misericórdia. Até mesmo quando nós deixamos de corresponder aos seus desígnios de amor e de misericórdia, Ele permanece sempre amando-nos, oferecendo a nós sua misericórdia. Entretanto, quando recebemos do Senhor a missão de cuidar da sua vinha, fazendo com que ela venha a produzir frutos, é preciso ter claro que não podemos nos acomodar, esperar que as coisas aconteçam como mágica.

Como vinhateiros, nem sempre somos zelosos e atenciosos com a vinha do Senhor. Nem sempre praticamos a humildade e esquecemos da confiança e do amor que Ele depositou em nossas mãos e em nossas vidas. Mas, o amor de Deus sempre triunfa sobre a nossa ingratidão e sobre a nossa infidelidade. Ele sempre conta com nossa participação na construção do Reino, que é verdadeiro dom a ser cultivado e partilhado entre todas as pessoas da comunidade e da sociedade. Deus nos escolhe e no chama, do meio do mundo, para que produzamos frutos. E, neste mês missionário, peçamos a Ele que nos dê a coragem para assumir com maior dedicação nossa vocação de anunciadores e testemunhas do Reino.

Padre Anderson Rodrigo.

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