"Vós, porém, não vos arrependestes para crer nele"
No Evangelho da semana passada, a Palavra de Deus nos trazia a história dos vinhateiros e trazia como moral final o conhecido provérbio: "Os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos". Também as demais leituras chamavam nossa atenção para o cuidado em não fazermos a nossa vontade, quando o assunto é a evangelização, pelo contrário: fazer a vontade de Deus.
No Evangelho deste 26° Domingo do Tempo Comum, Jesus conta-nos a parábola já conhecida dos dois irmãos, filhos do dono da vinha. Do mesmo modo como o patrão (Deus Pai) convidava a cada um de nós para irmos trabalhar na sua vinha, cujo pagamento viria de forma justa para todos os trabalhadores: a moeda de prata (que equivale à nossa salvação), agora vemos uma cena parecida. Entretanto, agora a relação é um pouco mais próxima. Deus não é o "patrão", mas é nosso "Pai", apresenta-se a nós em uma relação mais estreita e próxima.
Eis, então, a questão que nos fica: em qual dos filhos nós nos encaixamos? Somos aqueles que dizem fazer a vontade de Deus, aceitamos seu plano de amor para conosco, mas, na hora de darmos nossa contribuição na vinha (na Comunidade), qualquer coisa é capaz de nos tirar de nossa missão.
Muitos de nós, também, já chegamos a dizer não ao convite do Pai e, por diversos fatores e diversos motivos, acabamos indo fazer a vontade do Pai. E, como nos diz o Evangelho, ainda que quando agimos assim, fazemos a vontade de Deus.
O ideal, finalmente, é fazermos a vontade do Pai dando o nosso 'sim'. E que esse 'sim' seja sempre dado na liberdade de filhos de Deus como somos. Só assim o nosso serviço para a comunidade ganha um brilho e um "não sei o quê" diferente. Com toda certeza, passamos a nos sentir melhores quando nos colocamos no serviço da "vinha do Senhor".
1ª Leitura: Ez 18,25-28
Salmo 24: "Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura e compaixão"
2ª Leitura: Fl 2,1-11
Evangelho: Mt 21,28-32

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