“Que todos sejam um.” (Jo 17,21)

sábado, 13 de setembro de 2014

Festa da Exaltação da Santa Cruz

A Festa da Exaltação da Santa Cruz, comemorada no domingo, dia 14 de setembro, é uma das várias festas da Igreja relacionadas à cruz, na intenção de relembrar o sacrifício de Jesus Cristo, que é o evento central da nossa fé. Enquanto que a Sexta-Feira Santa é um evento dedicado à crucifixão e morte de Jesus, a Festa da Exaltação da Santa Cruz torna-se um evento celebrativo que entende a Cruz como sinal de salvação para todos nós. A Santa Cruz é fonte da santidade e é o símbolo que nos revela a vitória de Jesus sobre a morte, sobre o pecado e sobre as forças do mal.


Desse modo, a liturgia nos convida, nesta festa, à contemplação da Cruz de Jesus. Ela é a expressão suprema do Amor de Deus, que vem ao nosso encontro, partilha da nossa humanidade e que se torna servo por Amor. Jesus nos indica o caminho a ser trilhado em busca da vida plena ao se doar por cada um de nós, oferecendo sua vida como dom supremo de amor. 

A primeira leitura, que é tirada do livro dos Números, mostra para todos nós que Deus é aquele que nunca nos abandona. Ele está presente conosco junto à nossa caminhada rumo às coisas que constituem o Reino de Deus.  Ele nos ajuda a perceber o quanto é sem sentido nossas escolhas erradas e convida a todos nós para continuarmos no caminho da salvação, a nunca parar nossa busca pela vida verdadeira e pela liberdade. A serpente de bronze, elevada sobre uma haste, traz a vida ao povo e o protege das forças malignas, destruidoras, que o povo enfrenta conforme se avança na caminhada, na sua peregrinação.

A serpente de bronze traduz, como sinal, a vontade de Deus em dar vida ao homem. É um símbolo de força salvífica, proveniente de Deus, e que se derrama na cruz de Cristo, o homem elevado ao alto para dar a vida ao mundo. 

A segunda leitura, que é tirada da carta de São Paulo aos Filipenses, apresenta aos fiéis da cidade grega de Filipos uma visão da incarnação do Cristo. Jesus, que é o Filho amado de Deus, prescinde do orgulho e da arrogância para escolher o caminho da obediência ao Pai e no serviço aos homens. A cruz torna-se expressão máxima do caminho escolhido por Jesus e as consequências desta opção. Portanto, é o mesmo caminho que os fiéis de Filipos são convidados a acolher e percorrer. 

O Evangelho é o de João e recorda a todos nós que Deus amou de tal forma o mundo que nos enviou seu Filho único para vir ao nosso encontro e para nos oferecer a vida eterna. João nos convida para que olhemos para a cruz de Jesus e que aprendamos a lição do amor total para percorrermos, com ele, o caminho de entrega de nossas vidas. 

A cruz de Jesus, de fato, mostra ao mesmo tempo a realidade do sofrimento e da própria limitação humana como também a imensidão do amor de Deus. Amor este que, em solidariedade a nós, entrega-se à morte com o intuito de nos comunicar o mistério da ressurreição, que se dá ao aceitarmos a cruz como máxima expressão do amor de Deus por nós. 

Deus nos ajude e nos anime para que possamos assumir nossa missão de batizados, assumir nossa cruz e, assim, aceitar os desígnios e os projetos de Deus para nossa vida. 

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